domingo, 3 de abril de 2011

Teenage Love...

Os amores de adolescência me comovem.
Talvez porque eu ainda vivo um desses amores.
Talvez porque eu nunca saí - ou sairei - da adolescência.
Talvez porque eu tive uma daquelas adolescências marcantes e imortais. Daquelas que, na melhor das hipóteses, transforma-nos em artistas, e, na pior, torna-nos alienados. Ou vice-versa.
Ainda não sei em qual dos dois minha adolescência me transformou.
Em professora, o que não deixa de ter um pouco de artista.

Ainda me lembro do dia em que eu disse que não queria perder a vontade de viver. Síndrome de Peter Pan, eu acho. Eu não queria crescer. Ainda não quero. Ou melhor, adoraria crescer. Mas não quero perder o espírito de adolescente, o questionamento, a inquietação dos loucos e dos poetas.
Ainda me lembro do dia em que você me respondeu que bastaria ficar ao seu lado. Que você não me deixaria envelhecer, que não me deixaria ficar pobre de espírito.
Acho que não deixar o amor de adolescência ir embora é o mais importante.


"As melhores coisas do mundo", filminho interessante, mesmo que sofra de todos os mesmo problemas que os outros filmes brasileiros. Mas ele tem o tipo de espírito e amor adolescente que eu quero preservar no coração.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Big news


Grande novidade do dia.
Eu não sou tão durona quanto eu tento me convencer de que sou.
E não choro só com comédias românticas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O que restou...


E de todos os 12 anos, sinto como se não houvesse restado nada.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Changing...?

"E apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos;
Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais."

É, no fim das contas, a vida se resume apenas a isso. Nós contestamos, lutamos, brigamos e gritamos. Mas chega um ponto em que só o que fazemos é achar um amor, casar e ter filhos. Às vezes, somente casar e ter filhos. Às vezes, somente achar um amor e casar. Às vezes, ter filhos, casar, separar, achar um amor, casar de novo e assim vai... Ainda existem divergências sobre qual a ordem correta.
No fim das contas, nós acabamos vivendo a mesma vida que assistimos nossos pais viverem. E, quando temos nossos filhos, só repetimos tudo o que foi feito de nós. Os mesmo sonhos, os mesmo acertos, os mesmo erros.
Acho que isso me apavora um pouco. Ao mesmo tempo que me tranquiliza.
Já escrevi por aqui que tudo o que eu queria era uma vida confortável e paixão. E talvez seja verdade. Talvez não. Talvez eu queira viver a vida que assisti viverem. Talvez eu queira fazer tudo diferente, fugir para o Caribe e viver de escrever romances que vão ser publicados pela Reader's naquele formato "Sabrina".
Talvez eu queira, mas eu sei que não tenho a coragem.
Provavelmente porque já consegui o primeiro daqueles três passos.
Já escrevi por aqui, também, que o amor muda as pessoas. O amor, não a paixão. O amor nos deixa acomodados, nos faz aprender a gostar de cobertas de lã e filmes noir.
Mas não é essa a questão hoje.
Hoje, a questão tem mais a ver com Elis Regina e Bob Dylan.
E minha palavras não chegam nem aos pés das deles.

"Por isso, cuidado, meu bem, há perigo na esquina.
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens.
(...)
Mas é você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem."

"Come mothers e fathers troughout the land
And don't criticize what you can't understand.
Your sons and your daughters are beyond your command.
Your old road is rapidly aging."

Talvez (realmente espero que sim), quando chegar a minha vez de ter a minha vida de verdade, eu tenha a coragem de fazer diferente. Entender que os tempos mudaram, criar meus filhos como pessoas de mente e coração abertos. E, talvez, isso não dê certo. Mas prefiro a possibilidade de acerto do que a certeza de erro.


Meu deus, eu escrevo como uma velha!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Procura-se


Procura-se, com urgência, uma inspiração.

Faz tempo que li meu último livro realmente inspirador. Quero novos livros, novos filmes, novos sentimentos. Minhas palavras ficaram enferrujadas e eu quero palavras novas. Quero escrever novos contos, quero novas ideias, quero trabalhar em um romance.

Procura-se, com urgência, inspiração para isso.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Segunda Primeira Vez

Na segunda primeira vez do Vida de Lagartixa, depois de quase um ano parada, decidi fazer uma homenagem às primeiras vezes.



Não só a esse tipo de primeira vez. Mas - principalmente - a todas as primeiras vezes que tiram nosso fôlego. As primeiras vezes que, quase sempre, nem são primeiras, mas são segundas, terceiras. São vezes que já perdemos a conta, mas que acontecem com aquele encanto especial que fica para a memória.
Pensando no assunto, me vem à mente dois filmes muito especiais. Dois filmes sobre primeiras vezes, dois filmes sobre o encanto de apaixonar-se uma vez, duas vezes, milhares de vezes.



"Eu Odeio o Dia dos Namorados" é aquele tipo de filme para o qual a gente não dá nada na primeira vez que assiste. Mas ontem, assistindo pela segunda vez, ele me inspirou.
Geneviéve não acredita em relacionamento, porque, na verdade, ela só quer primeiras vezes. Só quer o fogo daquela paixão recente, só que o apaixonar-se, mas sem amar (porque o amor de verdade às vezes é monótono). Acho que a parte mais linda do filme é quando um amigo da protagonista, casado, conta que escreveu com calda "Feliz Dia dos Namorados" no prato de café da manhã da esposa. Geneviéve tinha entendido tudo errado, porque o amor de verdade não era aquele das primeiras vezes, e sim aquele das vezes que se repetiam - e das primeiras vezes que aconteciam de tempos em tempos. O amor de verdade era simplesmente apaixonar-se de novo e de novo sempre pela mesma pessoa.



E como falar de primeiras vezes sem lembrar de meu filme preferido de todos os tempos? (estava passando - de novo - na sessão da tarde).
Que garota não gostaria de ter um namorado que se esforçasse para fazê-la apaixonar-se todos os dias? Claro, Lucy não consegue nem lembrar que o coitado é seu namorado, mas ela simplesmente o ama. Ela só canta nos dias em que o conhece.
Eu gosto ainda mais do nome original do filme "50 First Dates", porque, mesmo que nós consigamos guardar as memórias de um dia para o outro, amor de verdade é aquele que nos dá 50 primeiras vezes. 50 vezes que nos tiram o fôlego. 50 vezes para guardar na memória.

Talvez a música para este post de retorno tivesse que ser "Like a Virgin". Mas não. Escolhi outra, só para lembrar um pouco mais de todas as primeiras vezes.




Essa foi especial para você. E para todas as nossas primeiras vezes, boas ou ruins.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Princesa e o Sapo

Falem o que quiserem sobre a Disney, mas eles sabem o que é Magia.
Assisti A Princesa e o Sapo hoje de tarde. Foi o que melhorou meu dia.

Nem sei por onde começar. Talvez pela trilha sonora MARAVILHOSA. Ou pela ambientação criativa. Ou pelos desenhos e pelo colorido que deixam esse tal Avatar de James Cameron no chinelo. Ou então só pela Magia Disney. Eles deviam patentear esse nome.
De início eu fiquei tipo assim: WTF, ela não devia ser uma princesa? Porque Tiana não é exatamente uma princesa como Ariel ou Aurora. Ela é só uma garota comum do subúrbio de Nova Orleans (jazz!).

Mas, no fim das contas, a gente fica com aquele gostinho de: bem, se ela é uma princesa, porque eu também não poderia ser?
E não é exatamente isso que nós precisamos? Acreditar que podemos ser princesas? Ser a garçonete, mas na verdade princesa.
Talvez, se desejarmos bem forte para a estrela mais brilhante... (Evangeline!)