
Sim, eu acredito no amor. Não no amor de alianças de compromisso, nem no amor medido em ouro ou em tempo ou em número de filhos. Acredito no amor medido em lágrimas. No amor que nos faz soltar gargalhadas, rolar na cama e chorar de rir. Mesmo que de vez em quando a gente chore de tristeza, das oito ao meio-dia.
Nossa, eu acredito no amor. Cada dia mais eu percebo o quanto acredito e o quanto ele sobrevive a anos, a brigas, a diferenças. Ele sobrevive, mesmo quando tudo em nós nos diz para desistir. Nós continuamos. E, mais do que continuar, às vezes nós bancamos as desentendidas, as panacas, e continuamos a fazer de tudo para aquele objeto de nosso amor que às vezes nem corresponde.
É, eu acredito no amor. E acredito que ele vença dificuldades. E acredito que ele pode ser visto nos olhos marejados de quem ama. Só não acredito que sozinho ele seja suficiente.
Amor é sofrido, doloroso, egoísta. Ou os humanos que amam é que são isso. Mas o amor que dura é aquele que consegue se desvencilhar do egoísmo de vez em quando. É aquele que cede, que se dobra, que se faz altruísta. É o amor que cozinha a janta todas as noites, que espera acordado no frio, que chora das oito ao meio-dia. Porque o amor de alianças de compromisso, de ouro... Esse amor faz cálculos, e não lágrimas.
E eu quero para mim o amor simples da janta e das lágrimas. Quero o amor de vocês, mesmo que pareça não funcionar. Eu quero aquele brilho nos olhos marejados. E, quero, principalmente, ver esse amor de vocês funcionar, prosperar, aguentar. Por favor.
Blaze, that's a tough guy name. Are you a tough guy?


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