quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E o ano...


Festas de fim de ano têm dois efeitos opostos e complementares em mim: fico deprimida e fico meio mística.
Mas acho que não posso dizer que gosto. Não gosto. Natal acho meio sem sentido, meio consumista demais. E Ano Novo acho que é só uma demarcação. Se a gente realmente quisesse revolução, mudança, isso teria que vir de dentro, e não de uma data do calendário. Muito melhor escolher o seu aniversário para começar aquela dieta, muito melhor escolher o dia do seu casamento para começar a aprender a cozinhar, muito melhor escolher o dia do trabalho para sair à procura de um novo emprego, ou o aniversário de sua mãe para começar a juntar dinheiro, ou o dia em que conheceu o seu amor para começar a mudar seu jeito de ser.
E hoje, nem posso pedir que o ano que vem seja melhor. Porque este meu que passou nem foi tão ruim assim. Posso me dar ao luxo de pedir, somente, um ano diferente. Com conflitos diferentes, com realizações diferentes. Com quebras de rotina, com beijos que surpreendam, com abraços que aconcheguem.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Accidentally in love


Adoro histórias de amor. Mesmo as mais clichês. Adoro as mocinhas, os galãs bonitões e sedutores (e os nem tão bonitões assim, mas quase ainda mais sedutores).
Histórias de amor são o tipo de coisa que enche meu coração. Até aqueles livros bobocas, que logo na primeira página nós sabemos o final, mesmo esses me completam por dentro. Acho que são PRINCIPALMENTE esses que me completam por dentro. Sou o tipo de garota para histórias de amor, beijos à luz da lua e ramalhetes de rosas vermelhas. Bom, sou esse tipo de garota na ficção, pelo menos, porque na realidade isso me irrita um pouco... Mas não vem ao caso agora.
Adoro o filme do Shrek... O 2 principalmente. Adoro o Como se fosse a primeira vez, e o Alex e Emma. Adoro Um amor para recordar, também, mesmo que me faça chorar todas as vezes. Adoro o Chocolate (por causa do Johnny Depp e por causa da história maravilhosa também). E adoro O leitor, e A noiva Cadáver, e O estranho mundo de Jack. E também Moulin Rouge, Foi apenas um sonho e Os outros. Adoro simplesmente porque são histórias de amor, cada uma à sua maneira.
Ah, eu adoro histórias de amor. E aquele filme lindo do Shrek (mesmo que minha professora diga que não é um conto de fadas e é uma história péssima) é ainda todo mais especial. Porque amor não é o tipo de coisa da qual a gente pode fugir (mesmo que se fuja de conhecer o sogro ou de ser pai ou de se tornar rei). Amor, paixão, não é o tipo de coisa que requer esforço, só requer encanto. Porque a gente não precisa ser bonito ou educado pra se apaixonar, e nem pra que se apaixonem pela gente. Porque AMOR, quando vem, não é o tipo de coisa de que se pode fugir.

I'm in love, accidentally in love.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os presentes mais valiosos do mundo!


Tá, é clichê, mas acabei descobrindo, esse ano mais do que em qualquer outro, que Natal não passa de uma besteira. E é exatamente por causa dos presentes. Porque, na maioria das vezes, aquela embalagem maravilhosa a gente só vai rasgar e jogar no lixo (ou guardar pra embalar os presentes que vocês vai dar no ano que vem =X), mas algumas coisas são tão mais valiosas do que essas...
Uma oportunidade tão desejada dada com carinho e confiança é bem melhor do que um vestido. Uma conversa sincera e afetiva é bem melhor do que uma blusa. Uma amizade maluca e e maravilhosa é bem melhor do que um chinelo. Uma companhia e bons conselhos são bem melhores do que um presépio em uma caixinha de jóia. Um carinho duradouro é bem melhor do que um vale-presente pra comprar livros (!). Um sorriso e um afago de pertinho, e as mãos quentes nos fazendo carinho são bem melhores do que um perfume.
Ah, eu amo todos vocês!
Porque eu chorei, eu esperneei, eu fiz tempestade em copo d'água e eu ri feito uma doida o ano inteiro, mas não seriam os mesmo risos e os mesmos choros maravilhosos sem esses presentes.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sim, se apaixonar!


Nós não dançamos melhor do que a Beyonce. Nem somos mais bonitas que a Scarlett Johansson. Nem temos mais sex appeal que a Megan Fox. Nem nos vestimos melhor do que as mulheres da televisão. Nem temos menos celulite do que as da Playboy. E, provavelmente, nós não somos mais inteligentes do que Marie Curie. Nem mais criativas que Nora Roberts. Nem mais poéticas que Florbela Espanca. E também não somos melhor de cama do que Alexis Texas. Mas, de vez em quando, nós temos o direito de pensar que somos. E temos o direito de encontrar alguém que nos faça sentir como se fossemos.

Algumas pessoas precisam se apaixonar para mudarem. Precisam daquele brilho nos olhos que só uma alma conectada com a nossa consegue nos dar. Precisam desse brilho para verem o mundo de um jeito diferente. Para se abrirem, para sorrirem. Para surtarem uma vez na vida e dançar feito a Beyonce (mesmo que você não goste de Sigle Ladies e pareça uma retardada rebolando).
Acho que se apaixonar é o máximo. Acho que se permitir é o máximo.
E, se dançar não for a sua coisa, experimente cantar, experimente rir, experimente se fazer de boba. Experimente aquela saia curta demais (nem que seja só para se olhar no espelho e pensar que suas pernas não são assim tão ruins). Experimente um par de chiquinhas no cabelo.
Experimente olhar para aquela pessoa (é, aquela mesmo) com outros olhos. E, talvez, lá esteja a sua permissão. Talvez lá esteja o seu porto-seguro para as loucuras. Para o strip-tease mal feito e para as risadas. Para as canções desafinadas, para os beijos brincalhões, para os abraços apertados, para as histórias de lagartixa.

Sim, eu encontrei o meu. E, nossa, fico tão feliz de pensar que os outros também podem escontrar o seu...

Te amo, sabia?