
Festas de fim de ano têm dois efeitos opostos e complementares em mim: fico deprimida e fico meio mística.
Mas acho que não posso dizer que gosto. Não gosto. Natal acho meio sem sentido, meio consumista demais. E Ano Novo acho que é só uma demarcação. Se a gente realmente quisesse revolução, mudança, isso teria que vir de dentro, e não de uma data do calendário. Muito melhor escolher o seu aniversário para começar aquela dieta, muito melhor escolher o dia do seu casamento para começar a aprender a cozinhar, muito melhor escolher o dia do trabalho para sair à procura de um novo emprego, ou o aniversário de sua mãe para começar a juntar dinheiro, ou o dia em que conheceu o seu amor para começar a mudar seu jeito de ser.
E hoje, nem posso pedir que o ano que vem seja melhor. Porque este meu que passou nem foi tão ruim assim. Posso me dar ao luxo de pedir, somente, um ano diferente. Com conflitos diferentes, com realizações diferentes. Com quebras de rotina, com beijos que surpreendam, com abraços que aconcheguem.


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