
Nós não dançamos melhor do que a Beyonce. Nem somos mais bonitas que a Scarlett Johansson. Nem temos mais sex appeal que a Megan Fox. Nem nos vestimos melhor do que as mulheres da televisão. Nem temos menos celulite do que as da Playboy. E, provavelmente, nós não somos mais inteligentes do que Marie Curie. Nem mais criativas que Nora Roberts. Nem mais poéticas que Florbela Espanca. E também não somos melhor de cama do que Alexis Texas. Mas, de vez em quando, nós temos o direito de pensar que somos. E temos o direito de encontrar alguém que nos faça sentir como se fossemos.
Algumas pessoas precisam se apaixonar para mudarem. Precisam daquele brilho nos olhos que só uma alma conectada com a nossa consegue nos dar. Precisam desse brilho para verem o mundo de um jeito diferente. Para se abrirem, para sorrirem. Para surtarem uma vez na vida e dançar feito a Beyonce (mesmo que você não goste de Sigle Ladies e pareça uma retardada rebolando).
Acho que se apaixonar é o máximo. Acho que se permitir é o máximo.
E, se dançar não for a sua coisa, experimente cantar, experimente rir, experimente se fazer de boba. Experimente aquela saia curta demais (nem que seja só para se olhar no espelho e pensar que suas pernas não são assim tão ruins). Experimente um par de chiquinhas no cabelo.
Experimente olhar para aquela pessoa (é, aquela mesmo) com outros olhos. E, talvez, lá esteja a sua permissão. Talvez lá esteja o seu porto-seguro para as loucuras. Para o strip-tease mal feito e para as risadas. Para as canções desafinadas, para os beijos brincalhões, para os abraços apertados, para as histórias de lagartixa.
Sim, eu encontrei o meu. E, nossa, fico tão feliz de pensar que os outros também podem escontrar o seu...
Te amo, sabia?
Te amo, sabia?


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