terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Princesa e o Sapo

Falem o que quiserem sobre a Disney, mas eles sabem o que é Magia.
Assisti A Princesa e o Sapo hoje de tarde. Foi o que melhorou meu dia.

Nem sei por onde começar. Talvez pela trilha sonora MARAVILHOSA. Ou pela ambientação criativa. Ou pelos desenhos e pelo colorido que deixam esse tal Avatar de James Cameron no chinelo. Ou então só pela Magia Disney. Eles deviam patentear esse nome.
De início eu fiquei tipo assim: WTF, ela não devia ser uma princesa? Porque Tiana não é exatamente uma princesa como Ariel ou Aurora. Ela é só uma garota comum do subúrbio de Nova Orleans (jazz!).

Mas, no fim das contas, a gente fica com aquele gostinho de: bem, se ela é uma princesa, porque eu também não poderia ser?
E não é exatamente isso que nós precisamos? Acreditar que podemos ser princesas? Ser a garçonete, mas na verdade princesa.
Talvez, se desejarmos bem forte para a estrela mais brilhante... (Evangeline!)

E chove...


O segredo para que o mundo nos surpreenda está nos nossos olhos, não é?
Acho que os meus passaram da data de validade.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sobre O Apanhador no Campo de Centeio, Mushaboom e as coisas intensas da vida

Era uma vez uma garotinha reclusa de quinze anos de idade. Ela nunca beijara ninguém, amava somente os longos cabelos e os livros. Sim, ela amava os livros. Então, em uma bela tarde na escola, lhe aparece esse garoto. Não era bem um garoto, desses de carne e osso. Mas trazia outro garoto na alma. Mais um que não era de carne e osso, mas que era mais palpável do que os muitos reais que já haviam passado por sua vida. Seu nome: J. D. Salinger.

Ok, agora eu exagerei um pouco. Nem sou assim tão apaixonada pelo Salinger. Pra falar a verdade, eu nem sei o que significam o J e o D do nome dele. Mas a parte da garotinha de quinze anos e a paixão inconsequente pelos livros; essa parte é verdade. E acho que de todos os livros da época, O Apanhador no Campo de Centeio teve uma importância crucial na minha adolescência. Em primeiro lugar, porque foi ótimo ver a cara de orgulho de meu pai quando eu cheguei em casa com o livro (uma edição bem feinha, toda cinza e amarela). Em segundo lugar, porque eu me achava o máximo lendo um livro famoso que ninguém mais da minha idade havia lido. E, em terceiro lugar, porque o garoto do livro - Holden - foi o meu Edward.

Explico. Quando eu não acreditava mais que pudesse me apaixonar, eu me apaixonei por esse garoto do livro. Me apaixonei pelo seu jeito despachado, pela maneira que ele teve para descobrir o sexo e descobrir o mundo. Me apaixonei por ele um pouco justamente por ele ser o oposto desse tal de Edward Cullen (que, na época, nem sonhava em existir): Holden Caulfield NÃO é um bom garoto. Não é o namorado perfeito. Não é o filho ou o irmão perfeito. É só o apanhador no campo de centeio. O garoto que fica lá cuidando pra que ninguém caia do precipício. O garoto que vive - ou quer viver, pelo menos - intensamente.
Meu Deus, que livro! Que mágico que foi lê-lo na época! Que mágico foi sentir-me apaixonada de verdade pela primeira vez! Que mágico foi ficar imaginando como seria se aquele garoto existisse de verdade...
Ser expulso do internato e ir viver pelo menos um fim de semana da vida real. Entrar em bares e mentir a idade pra conseguir bebida. Dormir com uma estranha, pelo menos uma vez, só pra experimentar. Se complicar com o fecho do sutiã da menina na primeira vez...
Se alguém me ensinou a viver - ou a querer viver, pelo menos - intensamente, esse alguém foi Salinger e seu Holden. Holden me abriu para o mundo, me abriu para o amor que viria, me abriu para os sorrisos e me ensinou a me permitir, a deixar rolar.
E aí que eu chego na segunda parte de toda essa ladainha. Viver intensamente. Abraçar quando sentir vontade de abraçar, beijar quando sentir vontade de beijar, me vestir com as roupas que me fizerem sentir bem e ligar o foda-se.
Acho que por isso que amo tanto as crianças. Porque chegar e abraçar uma criança vai te trazer apenas um sorriso e um abraço de volta. E, provavelmente, num adulto, um abraço sem motivo traga estranhamento e até desconfiança.

Pela memória de Salinger, eu prometo tentar, ao menos, ser mais intensa. Ser um pouco mais como esse meu primeiro amor.
E a música para esse momento é, simplesmente, Mushaboom!


Sim, é esse o sentimento! ^.~

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Felicidade me basta


Não sei se isso é bom ou ruim, mas não sou uma garota de sonhos muito grandes. Não quero ganhar na mega-sena ou ir morar na Lapônia. Não quero ficar famosa, ganhar um milhão no Big Brother ou posar para a Playboy. Nem quero ganhar rios de dinheiro escrevendo livros espíritas ou aparecer na televisão. Pra mim, felicidade basta.
Quero uma casa confortável, um marido que me ame, um casal de filhos e um cachorro confiável. Quero uma escola onde possa trabalhar em segurança, alunos que me gostem, colegas que riam comigo e alguns presentes no final do ano. Quero um carro bom e que nem precisa ser do ano. Quero independência financeira; não para enriquecer, mas apenas para poder comprar um perfume importado de vez em quando. Quero que meus filhos cresçam com saúde e que, quando chegar a hora, minhas noras e genros gostem de mim. Quero saber dirigir pra poder levá-los na escola e no pediatra. Quero uma cozinha ampla e clara, e quero também a chance de jantar fora de vez em quando. Quero ter tempo pra fazer compras e pra assar um bolo. Quero paixão e uma camisola especial para usar no dia em que as crianças não estiverem em casa. Quero dizer que sim e quero dizer que não. Quero dinheiro para comprar meus livros e tempo para poder lê-los. Quero uma sala com prateleiras grandes e belas janelas. Quero acordar e fazer o café da manhã. Quero lavar a louça correndo e me despedir de meu marido com um beijo. Quero guardar dinheiro para viajar nas férias ou no aniversário de casamento. Quero brigas e pratos quebrados. Quero uma sacada e o vento batendo em meu rosto no fim da tarde. Quero o cheirinho de hamburgueres sendo fritados. Quero pintar os cabelos no fim do mês e me maquiar bonita para aquela festa. Quero fotografias de família e alguma extravagância quando chegar aos quarenta e achar que minha beleza já acabou. Quero tranquilidade e amor. Quero uma vidinha bem mais ou menos, mas sentida assim desse meu jeito não mais ou menos.

To die by your side: such a heavenly way to die.