domingo, 3 de abril de 2011

Teenage Love...

Os amores de adolescência me comovem.
Talvez porque eu ainda vivo um desses amores.
Talvez porque eu nunca saí - ou sairei - da adolescência.
Talvez porque eu tive uma daquelas adolescências marcantes e imortais. Daquelas que, na melhor das hipóteses, transforma-nos em artistas, e, na pior, torna-nos alienados. Ou vice-versa.
Ainda não sei em qual dos dois minha adolescência me transformou.
Em professora, o que não deixa de ter um pouco de artista.

Ainda me lembro do dia em que eu disse que não queria perder a vontade de viver. Síndrome de Peter Pan, eu acho. Eu não queria crescer. Ainda não quero. Ou melhor, adoraria crescer. Mas não quero perder o espírito de adolescente, o questionamento, a inquietação dos loucos e dos poetas.
Ainda me lembro do dia em que você me respondeu que bastaria ficar ao seu lado. Que você não me deixaria envelhecer, que não me deixaria ficar pobre de espírito.
Acho que não deixar o amor de adolescência ir embora é o mais importante.


"As melhores coisas do mundo", filminho interessante, mesmo que sofra de todos os mesmo problemas que os outros filmes brasileiros. Mas ele tem o tipo de espírito e amor adolescente que eu quero preservar no coração.